terça-feira, 27 de outubro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Para embalar o final de semana de quem pensa igual a mim.
Românticos
(Vander Lee)
Românticos são poucos
Românticos são loucos desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro é o paraíso
Românticos são lindos
Românticos são limpos e pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha e sem juízo
São tipos populares que vivem pelos bares
E mesmo certos vão pedir perdão
E passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo de outra desilusão
Romântico é uma espécie em extinção
(Talvez eu seja um passarinho em extinção, afinal...)
Românticos
(Vander Lee)
Românticos são poucos
Românticos são loucos desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro é o paraíso
Românticos são lindos
Românticos são limpos e pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha e sem juízo
São tipos populares que vivem pelos bares
E mesmo certos vão pedir perdão
E passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo de outra desilusão
Romântico é uma espécie em extinção
(Talvez eu seja um passarinho em extinção, afinal...)
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
"Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos..." - Manoel de Barros
Deixou a gaiola aberta um instantinho só, e isso bastou para que ele entrasse e enchesse seu canto de luz. E ela - passarinho - fez bico e sorriso e banhou-se na paz que ele trazia.Desejou ser passarinho pro resto da vida, se isso significasse a leveza que sentia agora.
Desejou voar, mesmo com os pés grudados no chão.
Desejou que aquelas mãos lhe acariciassem a alma desde sempre...
Desejou que não tardasse a voltar.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
He's like the wind
Para Antonio
Faço parte de uma geração cujos ídolos da adolescência eram os jovens atores Michael J. Fox (De Volta para o Futuro), Ralph Macchio (Karatê Kid), Tom Cruise (Ases Indomáveis), Mathew Broderick (Curtindo a Vida Adoidado) e outros tantos que eu poderia citar, não sem causar saudades em muita gente que também viveu essa época. As mesmas pessoas que ontem acompanharam com pesar a notícia da morte, aos 57 anos, do ator Patrick Swayze, que eu adorava e cujos filmes marcaram uma fase muito bacana da minha vida.
A notícia me trouxe de volta uma das lembranças mais queridas que eu tenho. Porque é de Patrick Swayze a voz que canta a doce "She´s like the wind", que eu ouço e fecho os olhos e viajo no tempo, lembrando de um papel amarelado, com a tradução da música escrita à mão há vinte anos atrás, com um comentário no final que dizia mais ou menos assim: "coloque-se no lugar dela... é assim que eu me sinto em relação a você".
E quando essa música toca no meu celular, eu abro meu melhor sorriso porque sei que o autor do bilhete está do outro lado da linha. E que, pelo menos por um instante, continua a fazer parte da minha vida.
A mulher que era como o vento mudou. O autor do bilhete também. E hoje a música soa diferente, dizendo coisas que não ela não precisa mais entender...
"Just a fool to believe
I have anything he needs
He's like the wind..."
Faço parte de uma geração cujos ídolos da adolescência eram os jovens atores Michael J. Fox (De Volta para o Futuro), Ralph Macchio (Karatê Kid), Tom Cruise (Ases Indomáveis), Mathew Broderick (Curtindo a Vida Adoidado) e outros tantos que eu poderia citar, não sem causar saudades em muita gente que também viveu essa época. As mesmas pessoas que ontem acompanharam com pesar a notícia da morte, aos 57 anos, do ator Patrick Swayze, que eu adorava e cujos filmes marcaram uma fase muito bacana da minha vida.
A notícia me trouxe de volta uma das lembranças mais queridas que eu tenho. Porque é de Patrick Swayze a voz que canta a doce "She´s like the wind", que eu ouço e fecho os olhos e viajo no tempo, lembrando de um papel amarelado, com a tradução da música escrita à mão há vinte anos atrás, com um comentário no final que dizia mais ou menos assim: "coloque-se no lugar dela... é assim que eu me sinto em relação a você".
E quando essa música toca no meu celular, eu abro meu melhor sorriso porque sei que o autor do bilhete está do outro lado da linha. E que, pelo menos por um instante, continua a fazer parte da minha vida.
A mulher que era como o vento mudou. O autor do bilhete também. E hoje a música soa diferente, dizendo coisas que não ela não precisa mais entender...
"Just a fool to believe
I have anything he needs
He's like the wind..."
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Sacudiu a poeira do vestido e jogou displicentemente a cabeça para trás, num sorriso largo. Caíra do balanço que não lhe cabia mais. Os dedos dos pés doíam dentro dos sapatos agora apertados, que ela tirou, num gesto de liberdade.Será que somente ela não percebera que o céu estava cor-de-laranja?Será que o tempo passara rápido demais e somente ela não viu?Demorou a sentir o calor na alma, como se houvesse um sol todinho seu. Demorou a enxergar as coisas ao seu redor, inacreditavelmente bem dispostas. Demorou a entender que o balanço e os sapatos e o céu alaranjado eram o seu constante aprendizado.E quando finalmente abriu os olhos, lá estava: a vida lhe sorria encostada no muro, flores na mão, chamando-a para brincar... A menina crescera, finalmente.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Vejo flores por todos os cantos. Mas hoje eu as encontrei nas palavras do meu amigo Moisés Chaves... obrigada pelo presente!
Inventa Rosa
Outrora outono o tom da rosa
agora o trono da bela rosa
delicirosa
o rosa ventre da alma rósea
ei não fique rósea, pois és blue carmim
encanta rosa
Pra falar com a rosa
tiro o Cartola e escuto o Rosa
musica de pétala caindo bem devagar
como Jivago vê os girassóis
faço o tema da nossa rosa
Sem dilema, com poema
invento mais uma canção
que será levada ao vento
que venta no rosto da rubra rosa
Moisés Chaves
Para Rosa Magalhães
Manhã de segunda-feira, 13 de julho de 2009
Inventa Rosa
Outrora outono o tom da rosa
agora o trono da bela rosa
delicirosa
o rosa ventre da alma rósea
ei não fique rósea, pois és blue carmim
encanta rosa
Pra falar com a rosa
tiro o Cartola e escuto o Rosa
musica de pétala caindo bem devagar
como Jivago vê os girassóis
faço o tema da nossa rosa
Sem dilema, com poema
invento mais uma canção
que será levada ao vento
que venta no rosto da rubra rosa
Moisés Chaves
Para Rosa Magalhães
Manhã de segunda-feira, 13 de julho de 2009
sábado, 4 de julho de 2009

Havia um abismo quase intransponível entre a sua crença e a solidez das palavras dele. Nem por um instante ela acreditava no homem por trás da máscara, cheio de convicções que não convenciam nem a si mesmo. Enxergava-lhe nitidamente a verdadeira face sob a imagem que ele tentava em vão construir... e que desmoronava a cada vez que olhava furtivamente na direção dela. Encontrara uma brecha no olhar sério dele, e seria por ali que colocaria doses sutis de uma nova visão do mundo, se pudesse. Seria por aquela pequena fresta que ele enxergaria a vida de verdade: pulsante, louca, cheia de imprevistos. Precisava curá-lo dessa miopia, precisava sacudi-lo até que saísse da inércia insuportável e se permitisse viver, nem que isso lhe custasse a própria sanidade (se ele deixasse, é claro). Mas no fundo do coração, sabia que era uma tarefa quase impossível, porque ele se acostumara a ser pedra.
Então seus pés estancaram à beira do abismo e ela fechou os olhos, sentiu o vento da ausência dele no rosto e atirou-se em queda livre, desejando-lhe os braços ao redor antes que caísse, irremediavelmente, no chão de si mesma.
(Para que meu bom amigo "A" reaprenda a viver...)
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Silêncio na Terra do Nunca

Hoje, o cenário musical silenciou. O mundo acompanhou boquiaberto a notícia da morte do popstar Michael Jackson, aos 50 anos. E eu de queixo na mão, vi passar na minha mente as imagens do rapazinho negro que começou a cantar e dançar aos cinco anos, no grupo Jacksons Five, junto aos irmãos. Lembro que eu tinha medo dos zumbis de Thriller, mas ouvia e dançava junto. Me emocionava com a melódica Ben e achava Billie Jean o maior barato. Até hoje adoro ouvir The Girl is Mine, o belo dueto de Michael com Paul McCartney. Essa música estava no compacto (ainda não existiam cds) que ganhei de presente no meu aniversário de 15 anos, de uma moça chamada Elza, que perambulava pelas ruas da minha cidade natal e por quem tínhamos certo carinho, eu e minha família. Lembro da minha satisfação ao ganhar o presente, por dois motivos: eu adorava Michael Jackson e sendo Elza muito pobre, aquilo devia ter-lhe custado muito. Não sei onde foi parar meu disco, após todos esses anos. Não sei se a moça continua viva e se acompanha hoje essa triste notícia.
Sinceramente, eu lamento. Pelos fãs recentes e mais ainda pelos fãs da minha geração, órfãos do garoto que revolucionou a música pop nos anos 80, que levou jovens do mundo inteiro a dançar break e que voltaria agora aos palcos, após anos de uma controversa reclusão. Acredito que devam estar tão boquiabertos quanto eu.
É um desfecho inesperado e prematuro para a vida do polêmico Michael Jackson, que a exemplo do fictício Peter Pan, prendeu-se definitivamente à uma juventude que não lhe cabia mais.
Sinceramente, eu lamento. Pelos fãs recentes e mais ainda pelos fãs da minha geração, órfãos do garoto que revolucionou a música pop nos anos 80, que levou jovens do mundo inteiro a dançar break e que voltaria agora aos palcos, após anos de uma controversa reclusão. Acredito que devam estar tão boquiabertos quanto eu.
É um desfecho inesperado e prematuro para a vida do polêmico Michael Jackson, que a exemplo do fictício Peter Pan, prendeu-se definitivamente à uma juventude que não lhe cabia mais.
sábado, 20 de junho de 2009
As flores (e os espinhos) de junho

Essa foi a minha última semana de aula no curso de Jornalismo, a semana do meu aniversário e somente isso já seria motivo de sobra para comemorar, mas eu não consigo sentir meu coração em festa. Agradeço a Deus todos os dias por tudo que acontece na minha vida e pelas oportunidades que poucos têm, então que fique bem claro que isso não é ingratidão.
É que somente hoje eu preciso sair de trás da muralha e expor uma fragilidade que poucos conhecem. Somente hoje não vou me sentir uma fortaleza e deixar que meu coração se abra, humano e frágil como sempre foi. Somente hoje, me permito despir a alma e me expor um tiquinho só.
Ainda não sei pedir socorro, dizer “eu preciso de cuidados” e minha boca aprendeu a repetir constantemente “está tudo bem”, mesmo quando não está lá essas coisas. Força do hábito, eu acho. Por isso, talvez eu passe uns dias sem escrever aqui, até que me sinta inteira e traga coisas bem bacanas para dizer. Talvez volte amanhã.
Espero voltar contando que minha monografia ainda pendente está pronta ou quase isso. Que o diploma de Jornalismo ainda vale alguma coisa. Que estou de emprego novo. Que eu ainda acredito nas pessoas que, de alguma forma, me fizeram ver o contrário. Que eu consegui encontrar uma brecha no quarto escuro e sentir de novo o sol no rosto.
Espero voltar contando que tudo caminha no rumo certo e, se não for pedir demais, que o meu kalanchoe ainda muda de lugar de vez em quando, colorindo a minha varanda com todas as flores de junho...
É que somente hoje eu preciso sair de trás da muralha e expor uma fragilidade que poucos conhecem. Somente hoje não vou me sentir uma fortaleza e deixar que meu coração se abra, humano e frágil como sempre foi. Somente hoje, me permito despir a alma e me expor um tiquinho só.
Ainda não sei pedir socorro, dizer “eu preciso de cuidados” e minha boca aprendeu a repetir constantemente “está tudo bem”, mesmo quando não está lá essas coisas. Força do hábito, eu acho. Por isso, talvez eu passe uns dias sem escrever aqui, até que me sinta inteira e traga coisas bem bacanas para dizer. Talvez volte amanhã.
Espero voltar contando que minha monografia ainda pendente está pronta ou quase isso. Que o diploma de Jornalismo ainda vale alguma coisa. Que estou de emprego novo. Que eu ainda acredito nas pessoas que, de alguma forma, me fizeram ver o contrário. Que eu consegui encontrar uma brecha no quarto escuro e sentir de novo o sol no rosto.
Espero voltar contando que tudo caminha no rumo certo e, se não for pedir demais, que o meu kalanchoe ainda muda de lugar de vez em quando, colorindo a minha varanda com todas as flores de junho...
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