Trazia na pele as marcas da tarde de maio. O mesmo calor marcava-lhe a alma inquieta que aguardara pacientemente o passar dos anos. Haveria no ato consumado algum pecado do qual devesse se arrepender? Deveria sentir-se culpada por imaginar o risco iminente e, ainda assim, sorrir? Se fechasse os olhos, conseguiria sentir de novo todos os cheiros daquele dia?
O tempo bateu à porta, ansioso. Um vento quente invadiu-lhe a alma e uma nova dúvida pairava no ar: marcado pela tradição local, marcado pelo carinho, voltaria? Talvez.
O tempo bateu à porta, ansioso. Um vento quente invadiu-lhe a alma e uma nova dúvida pairava no ar: marcado pela tradição local, marcado pelo carinho, voltaria? Talvez.
Se voltasse, seriam únicas todas as horas (mesmo que não passassem de duas ou três) e todos os dias, mesmo que se resumissem a um só.
P.S.: Diz uma lenda piauiense que quem bebe a água do Parnaíba, um dos rios que corta a capital Teresina, volta para beber de novo... Que assim seja.

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