Eu ligo o ar condicionado e deixo a porta do quarto entreaberta, esperando (em vão) você reclamar. Continuo metódica. Ainda faço textos insuportavelmente certinhos e sou teimosa, você bem sabe o quanto. O inverno (no canto que é seu) esqueceu de acabar e as noites continuam longas, meu caro, com uma diferença sutil: há dias não vigio seu sono, esperando você acordar com o olhar-de-peixe-morto mais lindo que já vi na vida. Me preocupo, brigo com o tempo, esperneio, engulo o orgulho e acabo vindo pra cá: ultimamente, só sei falar de você. Já tentei encontrar um antídoto (confesso) mas me disseram que remédio pro coração é AMOR, querido. Daqueles que esperam muito tempo e não esperam nada em troca, sabe? Que é raro, doce, caro, indisponível para quem não crê... e gratuito para quem ousa experimentar. Que se deixa embalar pela mesma música dia após dia, incansavelmente. Que não desiste e não conhece a palavra "talvez".
Não te ensinaram a encurtar distâncias, amor? Ou fui eu que esqueci de te dizer que a senha pra me fazer a mulher mais feliz desse mundo ainda é a mesma: "tô chegando..."

4 comentários:
Manda sim!
Se não mandar, vou usar pro meu!
rs...
Lindo...
Transbordando pelos poros!
Lindissimo.
Maravilhoso, como sempre. Você sempre surpreende seu eleitorado...rs Bjs!
Rosinha, creio que seja a espécie de amor mais sincera: a que espera o quanto for sem esperar nada em troca. moça, que sensibilidade contagiante!
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